24 de fevereiro de 2010 | Diário Catarinense

Partido da República assume governo do Distrito Federal

Governador em exercício renuncia e quem assume é o presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Wilson Lima (PR)

http://anuncio.clicrbs.com.br/RealMedia/ads/Creatives/default/empty.gifEm carta lida ontem no plenário da Câmara Legislativa, o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, renunciou ao cargo. Ele estava no posto desde a prisão do governador José Roberto Arruda, no dia 11. No início da tarde, antes de comunicar a renúncia, Paulo Octávio havia entregue sua carta de desfiliação do DEM ao presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ).
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Com Arruda preso, quem assume é Wilson Lima (PR) - foto

Como Arruda está preso por obstruir as investigações sobre o esquema de corrupção no governo do DF, quem assumirá interinamente o governo será o presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Wilson Lima (PR). O vice-presidente da casa, Cabo Patrício (PT), será o presidente interino do Legislativo local. Segundo a Lei Orgânica do Distrito Federal, caso Arruda renuncie ao cargo ou tenha o mandato de governador cassado, Wilson Lima fica sendo o governador até o final do mandato, que termina neste ano.

22 de fevereiro de 2010 | Diário Catarinense

MOACIR PEREIRA

  • As definições

O presidente do PMDB, Michel Temer, marcou presença destacada no encerramento do 4º Congresso Nacional do PT, que oficializou a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência da República. O evento partidário adicionou mais oxigênio na aliança do PT com o PMDB, tendo como preferencial para vice justamente o nome de Michel Temer.

Enquanto em Brasilia, o PT realizava um festivo evento, também comemorativo de seu trigésimo aniversário de fundação e sonhando com o terceiro governo, coligado com o PMDB, em Santa Catarina os dois partidos caminham para projetos opostos e conflitantes. O PMDB, no governo, buscando a reedição da tríplice aliança para dar continuidade à descentralização político-administrativa, marca principal das duas gestões de Luiz Henrique. E o PT buscando a confirmação de seu projeto com Ideli Salvati para se transformar na principal força oposicionista e carimbar o passaporte para o segundo turno.

O jogo da tríplice aliança embaralhou por completo. Os líderes da coalizão elaboraram etapas a vencer, posições dos principais nomes e as condições de viabilizar a sonhada vitória. O vice-governador Leonel Pavan assumiria o governo, completaria o mandato de Luiz Henrique e, eleito José Serra presidente da República, passaria a ocupar posição destacada no governo federal.

A chapa estava mapeada. Raimundo Colombo, do DEM, para governador, com Eduardo Moreira, do PMDB, de vice, mais Luiz Henrique para o Senado e um tucano disputando a segunda vaga.

  • Surpresas

A Operação Transparência implodiu o projeto no primeiro impacto. O vice, segundo os aliados, perdeu as condições políticas para suceder Luiz Henrique. Se Pavan assumir o governo, a coligação tripla vai para o espaço. O DEM desembarca e cada partido busca seu rumo.

A candidatura de Dário Berger complicou mais tudo o que estava acertado na coalizão. Seu nome vai ser apresentado hoje, formalmente, na reunião da Executiva Estadual do PMDB, pelo secretário municipal Adriano Zanotto e pelo presidente da Câmara, Gean Loureiro. Eles levam uma carta de Berger oficializando o desejo de disputar o governo, pregando união do partido e historiando sua vida pública, marcada de sucessivas vitórias. O prefeito viajou no fim de semana para Seul, de onde só retorna dentro de oito dias.

Ninguém tem mais dúvidas de que a candidatura Dário Berger foi insuflada pelo governador Luiz Henrique. Pode até não ser real este aval, mas a imagem que prevalece hoje dentro e fora do PMDB é exatamente esta. E os aliados do PSDB e do DEM tem dificuldades para entender a estratégia. Afinal, se Eduardo Moreira e Dário Berger forem para alguma disputa, será para candidatura própria ao governo. Nunca para ser vice de Colombo.

Neste período de crise da aliança que já se aproxima dos três meses, o PT e o PP navegaram em águas tranquilas e sequer se pronunciaram nos parlamentos sobre as denúncias do Ministério Público Estadual contra o vice Leonel Pavan. Guardam munição para a campanha.

No 4º Congresso Nacional do PT, a senadora Ideli Salvati foi anunciada como “futura governadora de Santa Catarina”. Os aplausos do congresso petista definiram o respaldo do comando nacional e de Lula à candidatura ao governo. Ali, o presidente Michel Temer anunciou uma visita em breve a Santa Catarina com o objetivo de aglutinar os líderes do PMDB em torno da candidatura de Dilma Rousseff.

22 de fevereiro de 2010 | A Noticia

CANAL ABERTO | Cláudio Prisco

  • REFORÇO NACIONAL PARA IDELI

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A senadora Ideli Salvatti retornou ontem de Brasília mais convicta do que nunca de que concorrerá ao governo do Estado em 2010. Quando anunciada sua presença na Convenção Nacional do PT, no sábado, o locutor não se restringiu à sua condição de líder do governo Lula no Congresso, mas também “futura governadora de Santa Catarina”, arrancando aplausos dos petistas que prestigiavam o evento.

A própria Ideli interpretou essa manifestação como uma inequívoca aprovação da cúpula nacional à sua candidatura. “Informalmente, acabei sendo também lançada”, observou a senadora – que já recebeu sinalizações tanto do presidente Lula como da ministra Dilma Rousseff de que deve pavimentar seu próprio caminho em Santa Catarina.

22 de fevereiro de 2010 | Diário Catarinense

ELEIÇÃO 2010 - Dilma em clima de superprodução

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PT transforma encerramento de congresso no palco do lançamento da pré-candidatura da ministra à Presidência da República

O cenário foi de superprodução e o tom foi de campanha, com vídeos, jingles e cartazes. No sábado, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) assumiu oficialmente a pré-candidatura à sucessão de Lula prometendo um governo de coalizão, com Estado forte, manutenção das bases da política econômica, aprofundamento das políticas sociais e enfoque em mulheres, crianças e jovens.

Usando no evento a mesma blusa vermelha em que apareceu na propaganda de TV do PT, Dilma iniciou o discurso de 55 minutos se referindo a Lula.

– Meu partido me confere a honrosa tarefa de dar continuidade à magnífica obra de um grande brasileiro. A obra de um líder, meu líder, de quem muito me orgulho.

Durante sua fala, Dilma não entrou em temas polêmicos e fez questão de dizer que seu programa de governo ainda não está elaborado e que será negociado com os partidos da sua futura chapa, mas que todas as ações terão como premissa a preservação da estabilidade macroeconômica.

– Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante – falou, citando justamente o tripé da política econômica de Lula, muitas vezes criticado por setores do PT e do governo.

Num discurso de improviso que durou 45 minutos, o presidente Lula tentou minimizar a ideia de que a candidatura de Dilma é uma criação dele próprio e transformar as críticas a ela em virtudes.

– A Dilma é candidata e representa, nesta eleição, não a vontade do seu presidente e do seu partido, mas a vontade dos partidos aliados que ajudaram a construir o governo que mais investiu em política social na história deste país.

Antecipando-se à campanha, Lula disse que os opositores atacarão Dilma por sua defesa de um Estado forte e por ter sido presa política.

– Vão dizer que a Dilma é estatizante. Isso não é ruim não. Isso é bom. Se prepare, Dilma.

Sobre a sua suposta volta em 2014, Lula a descartou mais uma vez e fez ainda a defesa da eleição e reeleição de Dilma. Lula disse que o ex-ministro Tarso Genro (Justiça) foi mal interpretado ao dizer que Dilma foi a escolhida devido a um vazio no PT após o mensalão:

– A Dilma é candidata do mais importante partido de esquerda da América Latina e do mundo.

O discurso improvisado teve como alvo as mulheres que, segundo Lula, ainda são vítimas de preconceito:

– Mulherada do meu querido Brasil, esse é um momento extraordinário para que se deem as mãos e saiam à luta para ganhar as eleições.

12 de fevereiro de 2010 | Diário Catarinense

KLÉCIO SANTOS | Klécio Santos

  • Caso Arruda - Política marginal

Aprisão de José Arruda é o epitáfio político de um fora da lei. Na decisão, o ministro do STJ Fernando Gonçalves não usou eufemismos para desnudar as malfeitorias do que chamou de organização criminosa comandada pelo governador.

“Os monitoramentos telefônicos indicam sua pretensão de não se submeter à Lei brasileira”, escreveu o magistrado. Ou seja, não bastasse a gravidade dos crimes cometidos por Arruda, ele ainda vinha se valendo de poder e dinheiro para tentar salvar a própria pele. O governador cujo partido, o DEM, se gabava de ser um exemplo de gestão país afora, não passava de uma farsa.

Não bastassem as imagens estarrecedoras com maços de dinheiro sendo embolsados pela quadrilha, Arruda deixou digitais explícitas na tentativa de se livrar das acusações. Suborno de testemunhas, grampos em adversários e pagamento a militantes. Tentando parecer esperto, montou a próprio forca. Coube ao Ministério Público Federal amarrar a corda e à Justiça abrir o cadafalso.

A prisão do governador deixa um vácuo de poder na capital do país. O vice Paulo Octávio está tão enrascado quanto Arruda e, na Câmara Legislativa, a maioria dos deputados está sob suspeita. Diante de uma situação tão bizarra, a Procuradoria-Geral da República pediu intervenção federal no Distrito Federal. Talvez seja a única esperança de um decoro mínimo na condução de um governo que se esfacelou por inteiro, corroído pela corrupção.

11 de fevereiro de 2010 | Diário Catarinense

MOACIR PEREIRA

  • Esperidião quer Senado

O ex-governador Esperidião Amin sumiu do noticiário político nos últimos meses, dedicando-se ao magistério universitário. Mas seu escritório e, neste verão, a casa de praia em Ponta das Canas, acabaram se transformando em espaços permanentes de articulações com lideranças políticas, prefeitos e parlamentares de diferentes partidos.

No final de 2009, fez uma forte declaração sobre os encontros dos dirigentes do PP com os líderes do PT. “Se tiverem juízo estarão coligados já no primeiro turno”, declarou, convencido de que a dobradinha de Angela Amin (PP) ao governo e Ideli Salvatti (PT) ao Senado, além de Cláudio Vignatti de vice, formaria um projeto impactante no processo eleitoral catarinense.

Depois da convenção nacional do PMDB, passo decisivo para oficializar a aliança com o PT, Esperidião Amin convenceu-se de que o presidente Michel Temer tudo fará para ter um candidato do PMDB ao governo do Estado. Vai precisar de estrutura e de palanque para Dilma Rousseff em Santa Catarina. Como o presidente Eduardo Moreira, candidato do PMDB ao governo, e o governador Luiz Henrique protestaram contra a antecipação da convenção, surgiram novas forças oxigenando a candidatura Dário Berger. Os petistas e os dirigentes nacionais do PMDB consideram o prefeito com potencial eleitoral capaz de alavancar a candidatura de Dilma em Santa Catarina.

Indagado como ficaria o projeto do PP na majoritária, Esperidião Amin enfatizou pela primeira vez que seu nome “está à disposição para disputar o Senado”. O sonho de Luiz Henrique, segundo se informa, seria ter Angela Amin como candidata ao governo para inviabilizar Esperidião Amin ao Senado.

  • O casal

– Só não serei candidato ao Senado se houver uma composição política – esclareceu o ex-governador. E, se depender dele, está disposto a entregar todos os anéis para fechar um acordo com o PT ou outro partido que desequilibre o jogo estadual em projeto comum. Afirmou que o aliado poderá indicar os candidatos a vice-governador e os dois nomes ao Senado.

Se o PP for de chapa pura, já conta com seis nomes para a majoritária. Angela Amin para o governo, maior beneficiária da crise com Pavan nas oposições; Hugo Biehl ou Odacir Zonta (ambos do oeste) de vice; e Esperidião Amin, João Pizollatti, Hugo Biehl ou Joares Ponticelli para o Senado.

É a primeira vez, também, que Esperidião admite a candidatura do casal Amin disputando duas vagas na majoritária. Questionado, invocou precedente histórico. Em 1998, Marta Suplicy concorreu ao governo de São Paulo pelo PT e o marido Eduardo Suplicy disputou a única vaga ao Senado. “Ninguém fez qualquer restrição”, disse. Suplicy foi eleito e Marta ficou em terceiro lugar.

No atual cenário político estadual, o PT continua investindo numa coligação com o PMDB, reeditando a aliança nacional Dilma–Temer. Para realizar este projeto, o PT trabalha por uma candidatura própria do PMDB, agora com Dário Berger, em função do boicote de Eduardo Moreira ao projeto Michel Temer. O PT fará o que for possível para se aliar ao PMDB em Santa Catarina. Teria o cabeça de chapa, indicando o vice e Ideli ao Senado. O PMDB é o que tem a maior estrutura.

Uma equação que não interessa a Luiz Henrique. Com Ideli Salvatti (PT) e Esperidião Amin concorrendo ao Senado, sua eleição, considerada um passeio, poderia oferecer riscos, sobretudo depois da crise envolvendo o vice-governador Leonel Pavan.

11 de fevereiro de 2010 | Diário Catarinense

REAPROXIMAÇÃO - Chapa única completa para reforçar a união

Decisão de pensar em uma candidatura exclusiva em todos os níveis serve para confirmar a aliança

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Demonstrar unidade e ampliar as discussões envolvendo a tríplice aliança. Estas foram as principais decisões da reunião entre os presidentes do DEM, PMDB e PSDB realizada ontem, na Capital. Ficou acertado um novo encontro, em março, também com a participação das executivas e das bancadas estaduais e federais.

Durante a conversa ficaram definidos três pontos: os partidos da tríplice procurarão conjuntamente outros partidos para ampliar a coligação, a realização de outro encontro em março com as bancadas e a proposta de fechar uma chapa única, inclusive na proporcional, com candidatos a deputado estadual e federal.

– A reunião manteve o que idealizamos, uma demonstração pública de unidade e mostrar às bases a necessidade de estarmos juntos nas eleições – resume o presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira.

Para ele, a convivência entre os partidos havia diminuído nos últimos meses em função de outras questões, como as denúncias envolvendo o vice-governador Leonel Pavan (PSDB). A retomada dos contatos ocorreu na semana passada, quando Pinho Moreira e o presidente estadual do DEM, senador Raimundo Colombo, sentaram para conversar. Na ocasião, ficou combinado que o debate seria ampliado com a participação do presidente em exercício do PSDB, Marco Tebaldi.

– Entendemos que o candidato não será escolhido agora, mas é importante desde já criar um clima favorável e harmônico para facilitar as escolhas lá na frente – afirma Tebaldi.

Para confirmar a aproximação, os líderes destacam a decisão de pensar em candidatura única, em todos os níveis, até na proporcional. Outro ponto levantado por Colombo foi a necessidade de fixar um prazo para definir os critérios para a escolha dos candidatos. A principal preocupação é com o prazo legal para renúncia, que vence no dia 3 de abril.

– Este assunto ficou para uma próxima oportunidade, porque o Tebaldi é presidente em exercício e não se sente confortável em tomar uma decisão sem consultar o presidente (Leonel Pavan) – explica o senador.

12 de fevereiro de 2010 | Diário Catarinense

TRÍPLICE ALIANÇA

Dário Berger se apresenta

Prefeito da Capital colocará seu nome como candidato ao governo na próxima reeunião do diretório estadual do PMDB

7745470.jpgO prefeito de Florianópolis Dário Berger (PMDB) vai apresentar seu nome como candidato ao governo do Estado. Apesar de, até agora, declarar apoio ao pré-candidato do partido, Eduardo Pinho Moreira, Dário afirma que tomou a decisão devido às pressões que vem recebendo de correligionários. O prefeito condiciona sua candidatura à realização de uma pré-convenção do partido no final do mês de março.

Dário diz que pretende colocar seu nome à disposição do PMDB na próxima reunião do diretório estadual, que deve ser realizada depois do Carnaval. O prefeito afirma que sua atitude não tem a intenção de rachar o partido, mas de somar. Segundo ele, a decisão de apresentar seu nome foi tomada neste momento frente às pressões que vem recebendo de prefeitos da região, como o de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, e de alguns deputados que entendem que ele tem potencial eleitoral para enfrentar as duas principais adversárias – Angela Amin (PP) e Ideli Salvatti (PT). Dário conta que ligou ontem para Eduardo Pinho Moreira para esclarecer seu posicionamento.

– Não vou ser candidato de mim mesmo. O PMDB tem um candidato a quem respeito muito, mas acho que tenho o direito de colocar meu nome na disputa. Fui prefeito quatro vezes consecutivas e acho que estou preparado para este desafio.

Dário Berger corre contra o relógio. Para ser candidato ao governo, ele precisa renunciar à Prefeitura antes do dia 3 de abril. Como ele não está disposto a abrir mão do cargo sem a garantia de ser candidato, sua proposta é que o PMDB realize uma pré-convenção antes do prazo fatal. Quanto à tríplice aliança, o prefeito afirma que vê com naturalidade a possibilidade de composição, mas revela que está disposto a se lançar em chapa pura se assim o partido quiser.

Com a decisão, o prefeito neutraliza o resultado da reunião da Executiva municipal, realizada na quarta-feira à noite. O encontro foi feito para apresentar a pretensão de Dário Berger de concorrer ao governo, mas, ao final, foi divulgada uma nota em que a Executiva informa que o fórum adequado para o debate é o diretório estadual.

Para a ala peemedebista que não concorda com a candidatura de Berger, o posicionamento da Executiva foi visto como um freio, uma vez que teria desautorizado o diretório municipal a falar em nome do partido. Na avaliação do deputado Edison Andrino, o jogo feito pelos apoiadores do prefeito, de demorar em assumir a candidatura e gerar especulações, enfraquece o partido, pois desestimularia as bases.

O secretário geral do Diretório Estadual do PMDB, deputado Renato Hinning, diz que o partido recebeu com surpresa a decisão de Dário Berger, mas que considera o pleito legítimo a qualquer filiado. Segundo Hinning, a intenção do prefeito não deve rachar o partido, mas acaba tumultuando o processo, já que tudo estava encaminhado tendo em vista a candidatura de Pinho Moreira. No entanto, o deputado acha difícil realizar uma pré-convenção em março.

– Marcar pré-convenção acho improvável, prévias, talvez. O diretório é quem decidirá.

natalia.viana@diario.com.br

12 de fevereiro de 2010 | Diário Catarinese

MOACIR PEREIRA

  • Dário é candidato

A candidatura de Dário Berger ao governo do Estado pelo PMDB deixou de ser um projeto do presidente do diretório da Capital e de algumas lideranças. Foi assumida pelo próprio prefeito. Berger decidiu submeter o nome ao diretório regional do PMDB. Já comunicou o fato ao presidente Eduardo Moreira, o candidato lançado no último encontro estadual. Reiterou fidelidade ao ex-governador, mas entende que a disputa vai reoxigenar o PMDB. Pretende comparecer à próxima reunião da executiva regional para pedir uma decisão do diretório sobre a candidatura. Até agora vinha apoiando o nome de Eduardo Moreira. Diz que tem recebido apelos de prefeitos, vereadores e líderes comunitários da Grande Florianópolis para que seja o candidato do PMDB. E que conta, também, com indicações de outras lideranças do interior do Estado. Alega que a Capital tem a tradição de lançar candidatos ao governo e ele, agora, está no páreo para valer. O grupo que defende sua candidatura é encabeçado pelos prefeitos de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, do PMDB, e de São José, Djalma Berger, do PSB.

A executiva da Capital, reunida na quinta-feira, decidiu por unanimidade apelar a Dário Berger para que submeta o nome ao diretório regional. O lançamento da pré-candidatura pelo presidente Celso Sandrini foi desautorizado pela executiva, por entender que não é o foro próprio. Seriam três os fatores determinantes do projeto: 1. O potencial político-eleitoral da região, com predominância de prefeitos do PMDB e aliados; 2. As vitórias de Dário Berger sobre o casal Amin; 3. A experiência de quatro mandatos consecutivos como prefeito.

  • Prazos

Adversários de Dário Berger espalham, nos meios políticos, que o prefeito vai renunciar no início de abril para disputar qualquer mandato eletivo. Estaria desmotivado da gestão municipal pelas ações judiciais, por incompreensões e por incontáveis fatores adversos que vem registrando nestes seis anos. A renúncia o livraria, também, de eventual cassação pelo TSE. Berger responde a processo para cassação do mandato, sob a alegação de ferir a Constituição por quatro mandatos municipais.

Seus principais colaboradores e ele mesmo garantem que só renunciará no prazo da lei eleitoral para concorrer ao governo do Estado. Por isso, vai solicitar ao diretório regional do PMDB que se pronuncie até o dia 30 de março.

– Não vou exigir nada do PMDB – afirma o prefeito. Pedirei apenas que considere o meu nome. A escolha entre Dário Berger e Eduardo Moreira pode se dar numa pré-convenção ou por consenso. Pode ocorrer, também, a negativa do partido para o projeto.

Ao participar da assinatura da ordem de serviço para a duplicação de trecho da SC-407, Dário Berger recebeu incentivos de correligionários. Eleitores o chamavam de “governador”. Tudo em cerimônia presidida pelo governador Luiz Henrique. O prefeito está jogando todas as fichas em dois eventos deste início de ano: o Carnaval de Florianópolis, em fevereiro, e o aniversário da cidade, no final de março. Assumiu todas as decisões como presidente da Comissão do Carnaval, ganhou visibilidade, adotou medidas populares e investe na imagem. Tudo para reverter o desgaste da árvore de Natal e tentar se credenciar para a candidatura governamental. O resultado destas e de outras ações será aferido nas próximas pesquisas. Quem controla, hoje, a convenção do PMDB é Eduardo Moreira.

12 de fevereiro de 2010. | A Noticia

ELEIÇÕES 2010
Possíveis cenários da tríplice

Em tempos de pauta vazia, o que não faltou na Assembleia esta semana foram projeções de possíveis cenários eleitorais. O mais comentado é o da possível renúncia do vice-governador Leonel Pavan (PSDB) para se candidatar a deputado federal e manter o foro privilegiado.

Envolvido na Operação Transparência, Pavan retardou a posse no governo e declarou que assume o cargo definitivamente no início de abril. Entre os deputados, há quem garanta que Pavan ficou desgastado para concorrer ao governo e disputará a Câmara Federal, abrindo espaço para que o Parlamento escolha alguém para o mandato-tampão ao governo (abril a dezembro).

A costura eleitoral alinhavada por parlamentares nos corredores da AL indica Raimundo Colombo (DEM) com o prefeito da Capital, Dário Berger (PMDB) como vice.

Luiz Henrique (PMDB) renunciaria para disputar o Senado e a AL escolheria entre o ex-governador Eduardo Moreira; do presidente do Legislativo Gelson Merísio (DEM); ou de três tucanos: o ex-presidente da Assembleia Jorginho Mello, o deputado federal Paulo Bauer e o presidente do Badesc, Dalírio Beber.

“É tudo fofoca, é tudo fofoca”, diz Marcos Vieira (PSDB). Ele assegura que, neste momento, no PSDB não está em análise a candidatura (reeleição) de Pavan ao governo, mas apenas ele tomar posse e garantir a governabilidade. A assessoria do vice disse que Pavan tem declarado que a renúncia não está em pauta.

Na quarta-feira à tarde, os elogios feitos pelo secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, e pela bancada do DEM a Pavan foram interpretados como um sinal de que a tríplice aliança teria consolidado a cabeça de chapa para Colombo e que Pavan estaria fora do páreo.

Oficialmente, nenhum parlamentar confirma que o cenário (abaixo) esteja concretizado.
FLORIANÓPOLIS

03 de fevereiro de 2010 – Paulo Alceu

Pesquisa Eleitoral - E agora?

Definitivamente as pesquisas eleitorais a cada campanha levantam as mais variadas suspeições. E não é para menos. De repente a semana teve início com institutos anunciando os números atuais da corrida presidencial. Mas a diferença entre um e outro revela, isso sim, que o quadro ainda é pouco confiável. Também pudera, a diferença entre uma amostragem e outra é no mínimo estranha. A pesquisa Sensus dá para Serra 44% e para Dilma 37,1% uma diferença de 6,9%. Já o Datafolha coloca Serra com 37% e Dilma com 23% provocando uma distância entre os dois de 14%. E o Ibope então arrasa com a petista. Coloca Serra com 38% e Dilma com 17% diferença de 21%. Cada um certamente tem uma explicação só quem não tem explicação é o Congresso que até hoje empurra os projetos que tentam pelo menos disciplinar um pouco essa bagunça de percentuais.

28 de janeiro de 2010 | Diário Catarinense.

INTERNET

O falso LHS do Twitter
Perfil fictício do governador conta detalhes da viagem à Europa e tem mais de 120 seguidores.

É falso o perfil do governador de Santa Catarina (http://twitter.com/govlhs), Luiz Henrique da Silveira, criado no Twitter há uma semana. A informação foi confirmada ontem pela assessoria da Secretaria de Coordenação e Articulação do Estado.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). O objetivo é que o perfil falso seja retirado do ar e que se descubra o IP (internet protocol) da máquina, número que identifica um equipamento na rede.

O perfil já ultrapassou os 120 seguidores, pessoas que acompanham os textos divulgados na página. Ele foi criado para ser uma espécie de diário de bordo da viagem do governador à Europa. O perfil falso tem sido usado para descrever o suposto cotidiano da comitiva e detalhes da viagem. Alguns textos, inclusive, têm fotos, originalmente divulgadas pela assessoria do governo.

8 de janeiro de 2010 | Diário Catarinense

CONVENÇÃO DO PMDB

PDT anuncia apoio à chapa de Dilma

O PDT vai oficializar hoje o apoio à pré-candidatura de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.

A cúpula do partido e os líderes na Câmara e no Senado marcaram um almoço com Dilma para formalizar a decisão da legenda em integrar a coligação da pré-candidata do PT.

A convenção nacional do PDT para referendar o apoio vai ocorrer em junho, mas como a maioria do partido decidiu apoiar o nome de Dilma, a legenda vai antecipar o anúncio.

O almoço vai oficializar o nosso apoio, depois a convenção, em junho, referenda o que já foi decidido pelo partido – disse o líder do PDT na Câmara, deputado Dagoberto (MS).

Participam do almoço o ministro Carlos Lupi (Trabalho), o presidente do PDT, deputado Vieira da Cunha (RS), e os líderes do partido na Câmara e no Senado, Dagoberto e Osmar Dias (PR).

Além do PDT, o PMDB caminha para formalizar o apoio à candidatura de Dilma com a provável indicação do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para disputar a vice-presidência na chapa da ministra.

Uma ala do PMDB lançou o nome do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), como pré-candidato do partido à Presidência da República, mas a cúpula da legenda trabalha para emplacar Michel Temer na chapa da petista.
Brasília.28 de janeiro de 2010. | A Noticia

CANAL ABERTO | Cláudio Prisco

PAVAN E JORGINHO SELAM A PAZ

A unidade do PSDB de Santa Catarina foi definitivamente restabelecida. O vice-governador Leonel Pavan e o presidente da Assembleia, Jorginho Mello, acertaram os ponteiros ontem, em conversa reservada, em Florianópolis.

A partir de agora, todas as lideranças tucanas estão fechadas em torno da investidura de Pavan no governo do Estado. O grupo minoritário que estimulava Jorginho a se credenciar a um mandato-tampão, em eleição indireta da Assembleia, concluiu que o fundamental agora é blindar o partido como um todo.

Luiz Henrique retorna domingo do exterior. Na própria segunda-feira, a executiva e a bancada estadual vão procurá-lo para deixar batente a posição em favor da posse de Leonel Pavan no governo. Então, caberá a LHS fazer a costura com o DEM e o PMDB.

Pavan até pode não assumir antes do Carnaval, mas seguramente o fará na segunda quinzena de fevereiro. O sentimento entre as lideranças da tríplice aliança é de que Luiz Henrique em momento algum cogitou entregar a administração estadual a outro aliado que não o vice. Jamais romperia esse elo.

A lealdade de LHS com Leonel Pavan é tal, que lá da Europa declarou em alto e bom tom que o desgaste do vice não é suficiente para tirá-lo da disputa sucessória. E que a pesquisa a ser realizada em junho, prazo fatal para a homologação das candidaturas, é que será determinante para a escolha do cabeça de chapa da coligação.

Paralelamente às articulações políticas, a tramitação do processo da Operação Transparência no Tribunal de Justiça ou no Superior Tribunal de Justiça, depende da postura a ser adotada pelo advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho.

Dificilmente o TJ ou STJ vão julgar Pavan em um ou dois meses, mas se isso ocorrer, o veredito poderia legitimar sua ascensão ao governo, em caso de absolvição, ou lançar um voto de desconfiança, na hipótese do Judiciário acatar a denúncia.

22 de janeiro de 2010 | Diário Catarinense

UM JUIZ NO EXECUTIVO
Varella fica até fim do mês


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O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador João Eduardo Souza Varella, 67 anos, é o governador em exercício. Quarto na linha sucessória em Santa Catarina, ele assumiu o cargo ontem à tarde e afirmou que não tem projetos para os 11 dias em que ficará no cargo.

Ele disse que assumir o governo é cumprir o dever constitucional.

– Para mim é uma satisfação. Para o Judiciário, um orgulho.

O desembargador assume o governo após um acordo entre o governador, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), o vice Leonel Pavan (PSDB), o presidente da Assembleia Jorginho Mello (PSDB) e o próprio Judiciário, ainda em agosto de 2009. Luiz Henrique e Varella fizeram questão de destacar que não houve relação com o período conturbado para o vice-governador, denunciado pelo Ministério Público à Justiça, depois da investigação da Operação Transparência pela PF.

Com a viagem de Luiz Henrique, a licença médica de Pavan devido a uma gastrite aguda e as férias de Jorginho Mello, Varella fica no comando do Executivo até o fim do mês. Na volta, Luiz Henrique irá se reunir com a polialiança para definir a data de sua saída definitiva do governo e quando Pavan assumirá o Executivo.

lilian.simioni@diario.com.br

LILIAN SIMIONI

22 de janeiro de 2010 | Diário Catarinense

TRANSPARÊNCIA

PSDB tem duas teses sobre Leonel Pavan

Líderes partidários têm pontos de vista diferentes sobre autorizar ou não abertura de processo contra o vice-governador

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A indefinição que cerca a Assembleia Legislativa no caso do vice-governador Leonel Pavan (PSDB) não é apenas regimental: os deputados estaduais já sentem o peso da responsabilidade sobre a decisão que terão que tomar. É possível perceber um confronto de ideias a respeito do que fazer no próprio partido do vice-governador.

O pedido de autorização feito pelo Tribunal de Justiça para avaliar se abre processo contra o vice citado em denúncia do Ministério Público por tentar reativar a inscrição estadual da Arrows Petróleo do Brasil, ainda não chegou no Legislativo. Em outros processos, a Assembleia manteve a tradição de não analisar os pedidos feitos pelos tribunais superiores para processar autoridades.

O Parlamento tem três caminhos: autoriza o Tribunal a processar o vice-governador, não autoriza ou não se manifesta sobre o assunto e deixa o tempo correr. A terceira hipótese é rechaçada até mesmo por deputados da base aliada. O clamor do próprio Leonel Pavan para que se dê celeridade ao caso é o principal argumento.

O líder da bancada do PSDB, deputado Serafim Venzon, porém, prefere seguir outra linha. Acredita que sendo governador, Pavan poderia gastar muito tempo da administração do Estado com explicações e defesas. Ele também teme que a oposição possa se aproveitar para ser “malcriada” em relação à situação.

– O vice-governador pediu para ser julgado e demonstrar que é inocente. Do que vimos nos autos, não há como imputar a ele uma punição. Acontece que esse ano ele vai ser governador. Eu disse que vou desrespeitar a ordem dele. Se não, em vez de ficar um ano governando, vai ficar se incomodando.

Segundo Venzon, os demais deputados do PSDB também têm essa visão. O deputado ressaltou que como líder, não está impondo uma ideia, mas “lendo” o desejo da bancada.

– (Entre os deputados) reina esse sentimento. Estamos também interpretando o desejo das lideranças do partido, de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, que em diversas reuniões já se manifestaram – disse Venzon.

O líder tucano na Assembleia, embora afirme que não poder falar por lideranças do PMDB e do DEM, maiores partidos da polialiança, ressalta que é esse o sentimento que prevalece. Contrariamente, o presidente da executiva do PSDB no Estado, Marco Tebaldi, destaca que o assunto não foi discutido ainda. Ele afirma que no início de fevereiro a questão deve ser levantada no partido.

– Ele está falando como líder da bancada do partido que vota. O partido ainda não discutiu isso.

O líder do governo, Elizeu Mattos (PMDB), avalia que o melhor seja seguir o desejo de Pavan.

– Eu (Elizeu) falei com o Pavan, ele quer apressar, fazer o mais rápido para que possa se defender. Acho que o melhor é acelerar mesmo senão ele vai ficar agonizando – resume Mattos.

Joares Ponticelli, presidente estadual do PP e deputado considerado o líder da oposição vai além. Diz que é “cabo eleitoral” do interesse de Pavan de que se apresse o julgamento e defende que a Assembleia dê autorização imediata em 24 horas.

– Se a base aliada fizer marola para não apreciar o pedido, o povo vai ficar consciente de que tem muito mais podridão escondida.

Alguns deputados questionam se a Assembleia, especialmente os aliados dos tucanos, o PMDB e o DEM, suportariam a pressão de não conceder a autorização para o TJ.

Caso não é previsto no regimento interno

O Regimento Interno da Assembleia não prevê como será o trâmite no pedido de autorização do TJ. Diz que é competência exclusiva do Parlamento autorizar, por deliberação de dois terços de seus membros – 27 deputados – a instauração de processo contra o governador, o vice-governador e os secretários de Estado, mas não detalha como isso será feito.

Até mesmo entre experientes servidores do Parlamento há dúvidas de como será esse procedimento. Alguns defendem que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) seja ouvida. Outros acreditam que basta a Procuradoria da Casa se manifestar sobre a questão formal e o presidente pode encaminhar para apreciação em plenário.

Colaborou: Lilian Simioni
ANA MINOSSO E NATÁLIA VIANA

22 de janeiro de 2010 | Diário Catarinense

TRANSPARÊNCIA
A decisão polêmica em Brasília


Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) com relação ao caso Arruda pode ter reflexos em Santa Catarina. A Procuradoria Geral da República (PGR) ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o artigo da Lei Orgânica do Distrito Federal que prevê a necessidade de autorização prévia da Câmara Distrital para instaurar ação penal contra o governador.

A iniciativa da PGR surgiu frente a pressão popular referente ao escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido) suspeito de integrar um esquema de pagamento de propina. A ação destaca que a não autorização da Câmara Distrital para instauração da ação penal contra o governador por causar uma “grave convulsão social” e abalar ainda mais a credibilidade das instituições democráticas. Para o Ministério Público Federal, esta exigência equivale a um passaporte para a impunidade dos agentes políticos, pois cria dificuldade “quase incontornável” para processar o governador do DF.

A ação lembra que diversas constituições estaduais condicionam a abertura da ação penal à autorização da Assembleia Legislativa, mas destaca que o artigo da Constituição Federal que prevê esta prerrogativa tem “caráter excepcionalíssimo”, que não pode ser estendida a autoridades estaduais, “seja pelo intérprete, seja por decisão das constituições estaduais ou da lei orgânica”.

Embora a Adin seja específica para a lei do Distrito Federal, se o Supremo considerar o dispositivo inconstitucional pode abrir precedente para o questionamento da mesma em outros estados. Na última quarta-feira, o Tribunal de Justiça encaminhou pedido de autorização à Assembleia Legislativa para prosseguir com o processo contra o vice-governador Leonel Pavan (PSDB), denunciado pelo Ministério Público por ter intercedido em favor de um empresa suspeita de sonegação fiscal

22 de janeiro de 2010 | Diário Catarinense

ELEIÇÃO

rta para o jogo sujo

Lula pediu aos ministros que evitem o bate-boca eleitoral e que façam uma campanha pacífica

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Depois da troca de ofensas entre PT e PSDB sobre as eleições de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem aos seus ministros que a campanha petista à Presidência da República vai polarizar a disputa com a oposição.

Na primeira reunião ministerial do ano, Lula pediu que os ministros não entrem no “jogo sujo’’ do debate eleitoral, e que façam uma campanha pacífica, embora comparando com governos anteriores.

– O presidente fez orientação para que os ministros que fiquem ou saiam, que não entrem em qualquer jogo rasteiro durante a campanha. Temos que fazer campanha de alto nível. Nossa campanha não é de guerra, mas de forte defesa do governo, das ações do governo. O nosso bloco é o bloco da paz. A Dilma é da paz, a guerra está lá no PSDB – disse o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

O ministro disse que o jogo “rasteiro’’ faz parte das campanhas eleitorais, mas que a disposição de Lula é pedir que os eleitores comparem o seu governo com o de seus antecessores, especialmente o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

– Ele (Lula) reforçou que acha que a campanha tem que ser plebiscitária: quem sou eu, quem és tu. Essa foi uma frase do presidente. Ele quer uma campanha que polarize os dois projetos – disse Padilha.

Lula disse na reunião acreditar que os partidos da base aliada governista vão estar juntos na disputa nacional, com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) candidata ao Palácio do Planalto.

De acordo com Padilha, Lula pediu aos ministros que vão disputar a eleição de outubro que permaneçam no governo o maior tempo possível, até pelo menos o final de março, incluindo a pré-candidata Dilma Rousseff.
Brasília

22 de janeiro de 2010. | Noticias do Dia – Paulo Alceu

2010
"Com o PP estamos conversando, mas por enquanto vamos acertando com quem o caminho está mais tranqüilo," evidenciou a senadora Ideli Salvatti depois de fechar com o PRB e reunir-se com lideranças do PC do B e PDT. Por sinal Ideli e Ângela Amin vão se encontrar na segunda-feira para discutir alianças e calendário eleitoral.

Matemática
Segundo o presidente estadual do PDT, Manoel Maneca Dias, os pequenos e médios partidos, que compõem a base do presidente Lula, têm condições de eleger uma bancada de seis deputados estaduais e dois federais. Entre eles o PDT, PC do B, PRB, PTB, PR.

02 de dezembro de 2009 / PR Nacional

TSE APROVA CALENDÁRIO ELEITORAL PARA 2010
 
 O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, na sessão extraordinária desta quarta-feira (1º), o calendário eleitoral das eleições gerais de 2010, quando serão eleitos o novo presidente da República, governadores, senadores, além de deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno será no dia 3 de outubro. Caso nenhum candidato a presidente da República ou a governador obtenha a maioria absoluta dos votos válidos nesta data, haverá segundo turno no dia 31 do mesmo mês.
A primeira data que deve ser observada pelos partidos e candidatos é 3 de outubro deste ano, quando faltará um ano para a eleição. Até esta data, os candidatos devem ter domicílio eleitoral na circunscrição na qual pretendem concorrer e estar com a filiação deferida no partido pelo qual vão disputar uma vaga, desde que o estatuto partidário não estabeleça prazo superior.
A partir de 1º de janeiro de 2010, as entidades ou empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos ficam obrigadas a registrá-las na Justiça Eleitoral.
As convenções para a escolha dos candidatos serão realizadas de 10 a 30 de junho. Os partidos devem apresentar o registro de seus candidatos até o dia 5 de julho de 2010.
A propaganda eleitoral será permitida a partir de 6 de julho de 2010. No primeiro turno da eleição, poderá haver a distribuição de material de propaganda política até o dia 2 de outubro, assim como a realização de carreatas e passeatas. A propaganda paga na imprensa escrita só poderá ser divulgada até 1º de outubro. Já debates e propaganda em páginas institucionais na internet poderão ocorrer até 30 de setembro.
Em 17 de agosto, a 47 dias da eleição, começa a veiculação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que termina em 30 de setembro, três dias antes do primeiro turno da eleição.
Onde houver segundo turno, os candidatos poderão fazer propaganda eleitoral a partir de 5 de outubro. Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão tem de começar até 15 dias antes do segundo turno da eleição, ou seja, até 16 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita será exibida até 29 de outubro, dois dias antes do segundo turno.
Os eleitores também precisam ficar atentos ao calendário. Quem ainda não possui título de eleitor tem até 5 de maio do próximo ano para requerer a inscrição eleitoral. Esse também é o último dia para solicitar transferência de domicílio e para o eleitor com necessidades especiais pedir sua transferência para seção especial eleitoral. Quem perder o título pode requer a segunda via do documento até 23 de setembro de 2010. 

Agenda legal da eleição

03 de outubro de 2009

Até esta data os candidatos devem ter domicílio eleitoral na circunscrição na qual pretendem concorrer e estar com a filiação deferida no partido pela qual disputará uma vaga

01 de janeiro de 2010

Entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos ficam obrigadas a registrá-las na Justiça Eleitoral

05 de maio de 2010

Quem não possui título de eleitor tem até esta data para requerer a inscrição eleitoral

10 a 30 de junho de 2010

Nestes dias serão realizadas as convenções para a escolha dos candidatos

05 de julho de 2010

Os partidos devem apresentar o registro de seus candidatos até esta data

06 de julho de 2010

A propaganda eleitoral só será permitida a partir desta data

17 de agosto de 2010

Começa a veiculação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão

23 de setembro de 2010

Quem perder o título tem até este dia para requerer a segunda via do documento

30 de setembro de 2010

Fim da propaganda eleitoral nos veículos de comunicação

03 de outubro de 2010

Primeiro turno das eleições de 2010

05 de outubro de 2010

Onde houver segundo turno, os candidatos poderão fazer propaganda eleitoral a partir deste dia

31 de outubro de 2010

Segundo turno das eleições de 2010

 

06-11-2009 - Coluna Paulo Alceu – Notícias do Dia

Argumentos

"O Brasil foi um dos países que mais cresceu no mundo nos últimos 50 anos, e nada se conquistou senão pelo esforço conjunto de cada um dos homens e mulheres que labutaram por longos anos sem cessar", afirmou o deputado José Carlos Vieira justificando seu voto em favor da queda do fator previdenciário e em favor dos aposentados.

9 de novembro de 2009. | A Notícia

CANAL ABERTO | Upiara Boschi - interino

PR se mexe

Definido José Carlos Vieira para disputar a vaga de deputado federal em 2010, o PR começa listar os possíveis candidatos à Assembleia Legislativa. Na Capital, nomes como o do vice-prefeito João Batista Nunes, do ex-deputado estadual Celestino Secco e de Péricles Prade, recém-filiados, são citados. Mas o sonho do partido é lançar o apresentador Hélio Costa. Em São José, é certa a candidatura do ex-prefeito Fernando Elias.

21 de Outubro de 2009 |Notícias Republicanas


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Vereadora Norma Espíndola reivindica Força Tarefa

Delegado chefe da Polícia Civilatenderá pedido de vereadora da cidade
           

A criminalidade está com os dias contados em Navegantes. A cidade receberá uma Força-Tarefa. A informação foi confirmada pelo delegado chefe da Polícia Civil em Santa Catarina, Maurício Eskudlark. Os trabalhos estão previstos para começar no mês que vem, com o objetivo de reduzir os índices de violência na região. A idéia é iniciativa da vereadora Norma Espíndola (PR).
            A mobilização começou em julho, quando “Norminha”, como é conhecida a parlamentar, apresentou em plenário uma moção que sugeria a instalação da Força Tarefa no município. O documento foi aprovado por todos os colegas do Poder Legislativo e no último dia 17 de setembro foi endereçado à chefia estadual da Polícia Civil, em Florianópolis.
            Não demorou muito e o delegado chefe da instituição atendeu ao apelo. Duas semanas depois, Eskudlark reuniu-se com Norminha, no gabinete da vereadora, e garantiu a permanência de, pelo menos, dez policiais na cidade, a partir de novembro. O efetivo deve auxiliar nos serviços de investigação e combate direto ao crime, permanecendo em Navegantes até o término da temporada de verão, em 2010.
            Para a vereadora Norma, a notícia é muito animadora. “Vi que os resultados da operação foram extremamente positivos em Camboriú, que está há mais de 30 dias sem registrar homicídios, e pensei: por que não fazer o mesmo em Navegantes? Tem tudo para dar certo”, afirma a parlamentar. Uma coletiva de imprensa deve ser marcada até o final do mês para a apresentação do projeto.
            Segundo dados da Comissão de Segurança Pública da própria Câmara de Vereadores de Navegantes, 15 assassinatos foram cometidos no município só no primeiro semestre de 2009. Neste mesmo período, a delegacia da comarca prestou 3.598 atendimentos, confeccionando 2.355 boletins de ocorrência. A cidade, que tem cerca de 60 mil habitantes, conta atualmente com 60 policiais, entre civis e militares.

16 de outubro de 2009 | Notícias Republicanas


Rosecler defende mais espa ço para o PR de Taió

“O PR vive um grato momento de maturidade, consolidando-se como forte alternativa política em Santa Catarina”, diz a Vereadora Rosecler Poleza Círico, cumprindo seu primeiro mandato, segundo ela, preocupada com a qualidade de vida em seu município, notadamente dirigindo atenção para garantir maiores benefícios aos professores, categoria que representa. Além do setor de educação, Rosecler se diz preocupada com o atendimento na área de saúde onde pretende entre outras providências sugerir a ampliação do horário de funcionamento dos postos de saúde. “Não podemos aceitar que os horários de atendimento na área da saúde acompanhem o horário de expediente comercial, já que ninguém pode escolher a hora para ficar doente”, explica.
O crescimento do seu partido no município é outra preocupação de Rosecler. “Estamos trabalhando para que o Partido da República possam ampliar o número de filiados e ao lado do Vereador Paulo Ignácio Uhlmann, também do PR, queremos criar condições para que a sigla possa participar do próximo processo eleitoral auxiliando na eleição de um deputado estadual e preparando o terreno para apresentar um candidato próprio à próxima sucessão municipal”, encerra a vereadora.

 

16 de Outubro de 2009 | Notícias Republicanas

João Batista Nunes, vice-prefeito do PR assume prefeitura de Florianópolis
                                                                                           
O vice-prefeito do PR, João Batista Nunes assumiu a prefeitura de Florianópolis na ausência do prefeito Dário Berger, que se encontra em Moscou acompanhando a comitiva do Governador Luiz Henrique da Silveira.  Na condição de prefeito interino, João Batista entregou a Gean Loureiro (PMDB), presidente da Câmara de Vereadores, a proposta de orçamento do município para 2010. A previsão da prefeitura é arrecadar R$ 1,2 bilhão no próximo ano. Agora, os vereadores têm até o início de dezembro para votar o projeto.

O valor é 14,1% superior ao de 2009, que foi de R$ 1,09 bilhão. Segundo o secretário de Finanças e Planejamento, Augusto Cezar Hinckel, a prioridade é dar continuidade aos projetos e programas da prefeitura, como de asfalatamento de ruas e avenidas e o atendimento em unidades de saúde.
João Batista, que como vereador foi autor dos projetos de aleitamento materno e preservação da bacia do Itacorobi, aproveita sua interinidade para reforçar seus contatos e receber reivindicações de vários setores da comunidade. Como prefeito interino, ele também anunciou o Programa de Parcelamento Incentivado (PPI). A iniciativa, segundo ele, tem por objetivo recuperar débitos de contribuintes com a administração municipal. Os contribuintes terão até o dia 31 de dezembro para regularizar a situação pela internet.

Sobre sua interinidade, João Batista pondera que  “são poucos dias, mas teremos condições de demonstrar nossa sintonia com o chefe do executivo, mantendo o atual ritmo acelerado de obras e projetos em andamento, todos procurando beneficiar a comunidade da capital”.

 

26 de outubro de 2009 / Notícias Republicanas

Vereadores Barriga e Marquinhos levam reivindicações ao deputado Nelson Goetten

Os vereadores Laudecir José Gonçalves (Barriga) e Marcos Rogério de Paul (Marquinhos) – foto, ambos do PR, estiveram em Florianópolis encaminhando reivindicações ao deputado Federal Nelson Goetten, presidente estadual da sigla. Aproveitando a afinidade do parlamentar federal com o Dnit, Barriga reforçou o pedido de pavimentação asfáltica do acesso de Três Barras à BR-280, via Km 6 e o asfaltamento das Ruas Félix da Costa Gomes e Ivan José da Costa, duas vias importantes para a estrutura urbana do município. Já o vereador Marquinhos destacou ao deputado a importância de urbanizar a Rua Olga Zen Pereira, bem como a necessidade de implantação de uma Central de Saúde no Distrito São Cristóvão.
Na oportunidade, o vereador Laudecir tratou ainda com o presidente estadual do PR do processo de escolha de um nome para concorrer a deputado estadual pela legenda, consolidando assim o PR como uma das forças políticas da região, processo iniciado nas últimas eleições municipais com duas conquistas importantes. O PR participou da coligação que elegeu o atual prefeito e fez dois vereadores, um deles o mais votado na história do município.

 

 

 

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